segunda-feira, 7 de agosto de 2023

TEMA 1 - INSTALAÇÃO

 

Hoje, vamos estudar sobre uma das formas mais difundidas da Arte Contemporânea: a instalação. Diferente do desenho, da pintura e da escultura, que são técnicas tradicionais e existem há séculos, a instalação é uma modalidade de produção artística bastante recente, incorporada ao vocabulário das artes visuais na década de 1960.

A proposta da instalação é construir um certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o ponto de vista e o corpo do observador. Esses ambientes ou cenas construídas têm como objetivo propor outra realidade espacial ou interferir nas realidades já existentes. 

O espaço é incorporado pela obra e, desse modo, transformado por ele. Observe na imagem ao lado um detalhe da instalação “Dengo", do artista brasileiro Ernesto Neto. Esta obra era composta por ambientes multissensoriais, formados por estruturas de crochê. O público era convidado a interagir com a obra: tocando as diferentes texturas, sentindo o cheiro das especiarias colocadas em alguns pontos, produzindo sons nos instrumentos incorporados à obra e olhando para as cores alegres da instalação.


quinta-feira, 27 de abril de 2023

O VOLUME DE TRABALHO DO PROFESSOR

O ANDARILHO ACIMA DAS NÉVOAS, Caspar David Friedrich (1818)


No dia 17 de abril de 2023, a instituição DADOS PARA UM DEBATE DEMOCRÁTICO NA EDUCAÇÃO (D3E) publicou o relatório “VOLUME DE TRABALHO DOS PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - ESTUDOS DE CASO EM REDES ESTADUAIS E MUNICIPAIS BRASILEIRAS”, que trata do quantitativo total de alunos atendidos por professores das séries finais.

Os pesquisadores se abismaram por encontrar dentre as escolas estudadas, professores que atendiam a mais de 500 (quinhentos) alunos. E obviamente, quanto mais alunos, mais trabalho para o professor. Imagina se eu participasse e os pesquisadores vissem que eu tenho 877 ALUNOS... iam infartar.

O aumento indiscriminado da quantidade de alunos por professor traz prejuízos a diversos atores da comunidade escolar: 1) para o próprio professor, que acaba adoecendo quando exposto a esta situação por grandes intervalos de tempo; 2) para os alunos, uma vez que o desempenho de um professor doente impacta negativamente o desempenho dos alunos;  3) para as escolas, visto que perde temporariamente (ou de forma permanente) um servidor de seu quadro, o que se desdobra em inúmeros transtornos que afetam a rotina escolar; 4) para as secretarias de educação, que arcam financeiramente com a responsabilidade de substituir o professor doente.

O estudo traz diversas recomendações de como as secretarias de educação deveriam agir para diminuir o volume de alunos por professor em suas redes. Mas a melhor parte deste relatório é que, segundo os especialistas, o quantitativo ideal de alunos por professor é 210. Será que vou sobreviver pra ver este dia chegar.

CLIQUE AQUI para ler o relatório na íntegra.


sexta-feira, 31 de março de 2023

UMA AULA DE ARTE POR SEMANA É MUITO?

A BARCA DO MEDUSA, Théodore Géricault (1818-19)

Dias atrás, estava relendo o artigo Arte no Ensino Fundamental, de Jusamara Souza. Um trecho dele não me sai da cabeça: “professores de Arte concordam que todas as séries do Ensino Fundamental deveriam ter como requisito mínimo DUAS HORAS POR SEMANA de aulas de Arte”.

Este artigo foi publicado em 2010. Por que será que até hoje não é assim? Porque há outras disciplinas MAIS IMPORTANTES pra criançada estudar nas escolas, ora.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra. 

segunda-feira, 27 de março de 2023

ESTUDAR ARTE PRA QUÊ?

O GRITO, Edvard Munch (1893)
O GRITO, Edvard Munch (1893)

Enquanto professor licenciado em Artes Plásticas, posso afirmar que esta é uma pergunta que sempre se repetirá enquanto não acontecer uma revolução na forma com que a Arte é ensinada nas escolas públicas brasileiras. Ainda que respaldada legalmente (Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Art. 26, § 2º), a desvalorização do ensino da Arte persiste por parte dos sistemas de ensino (leia-se MEC, secretarias estaduais e municipais de educação), dos professores de outras disciplinas, das equipes gestoras das escolas e dos próprios alunos.
Os sistemas de ensino desvalorizam o ensino de Arte na medida em que insistem na manutenção da carga horária desta disciplina baseada em apenas uma aula por semana. Sinceramente, o que é possível ensinar/aprender em cinquenta minutos de aula de Arte por semana, diante de quatro ou cinco vezes mais tempo de aulas de Língua Portuguesa, Matemática, História etc? Os sistemas de ensino desvalorizam o ensino de Arte enquanto fazem vista grossa para o fato de existir professores de outras disciplinas, sem a mínima formação necessária,  "FINGINDO QUE ENSINAM ARTE PARA ESTUDANTES QUE FINGEM QUE APRENDEM" como já dizia Cristovam Buarque, somente para "COMPLETAR CARGA HORÁRIA". Os sistemas de ensino (neste caso, o MEC) desvalorizam o ensino de Arte quando distribuem pelo PNLD (Plano Nacional do Livro Didático), livros didáticos de Arte que obrigam o professor formado em somente uma das 4 linguagens da Arte (Artes Visuais, ou Teatro, ou Música, ou Dança) a ser polivalente. A polivalência no ensino de Arte foi superada a décadas e existe uma graduação diferente para cada uma das já citadas 4 linguagens da Arte.
Os professores de outras áreas do conhecimento desvalorizam o ensino de Arte quando insistem em pedir para o professor de Arte “COMPLEMENTAR” propostas iniciadas por eles em suas próprias disciplinas com algum trabalhinho artístico sobre temas nem sempre afetos à Arte. Isto toma precioso tempo de uma ínfima carga horária semanal, onde certamente os estudantes estariam aprendendo conteúdos programados pelo professor de Arte.  A Arte não é bengala, a Arte educa per si. Equipes gestoras desvalorizam o ensino de Arte quando veem no professor um “DECORADOR”, que tem por obrigação planejar e executar projetos decorativos para eventos escolares. Estas atitudes aparentemente inocentes privam o professor de intervalos de tempo destinados a planejar e/ou transmitir conteúdos dentro de sua área de formação.
Os estudantes desvalorizam o ensino de Arte quando não reconhecem importância alguma em estudá-la. Apenas reproduzem a hierarquia de importância das disciplinas construída há décadas no imaginário popular. Isto se reflete no desinteresse pelas atividades propostas, que proporcionam vivências e experiências que somente a Arte permite experimentar. Importante é aprender Português e Matemática, o resto se der.
Quem se permite experimentar uma linguagem artística transforma sua forma de compreender o mundo, maximiza sua capacidade de concentração e fortalece sua autoestima.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Boas vindas!

Seja bem-vindo ao blog do Professor Adriano! Este é um espaço de partilha e socialização de aprendizagem em desenho. Como professor de Artes, vez por outra encontro nas escolas onde trabalho meninos e meninas com grande talento artístico. Sinto orgulho em mostrar seus desenhos e acompanhar sua evolução nas técnicas que ensino. É gratificante se sentir parte do aprendizado de um artista e quero neste blog compartilhar essa alegria.
Atualmente sou professor de Artes do ensino fundamental, no município de Palmas, Tocantins. Na Escola Municipal Anne Frank, conduzo oficinas de Desenho Mangá e Desenho da Figura Humana.