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| O ANDARILHO ACIMA DAS NÉVOAS, Caspar David Friedrich (1818) |
No dia 17 de abril de 2023, a instituição DADOS PARA UM DEBATE DEMOCRÁTICO NA EDUCAÇÃO (D3E) publicou o relatório “VOLUME DE TRABALHO DOS PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - ESTUDOS DE CASO EM REDES ESTADUAIS E MUNICIPAIS BRASILEIRAS”, que trata do quantitativo total de alunos atendidos por professores das séries finais.
Os pesquisadores se abismaram por
encontrar dentre as escolas estudadas, professores que atendiam a mais de 500
(quinhentos) alunos. E obviamente, quanto mais alunos, mais trabalho para o
professor. Imagina se eu participasse e os pesquisadores vissem que eu tenho 877 ALUNOS... iam infartar.
O aumento indiscriminado da
quantidade de alunos por professor traz prejuízos a diversos atores da
comunidade escolar: 1) para o próprio professor, que acaba adoecendo quando
exposto a esta situação por grandes intervalos de tempo; 2) para os alunos, uma
vez que o desempenho de um professor doente impacta negativamente o desempenho
dos alunos; 3) para as escolas, visto
que perde temporariamente (ou de forma permanente) um servidor de seu quadro, o
que se desdobra em inúmeros transtornos que afetam a rotina escolar; 4) para as
secretarias de educação, que arcam financeiramente com a responsabilidade de
substituir o professor doente.
O estudo traz diversas recomendações de como as secretarias de educação deveriam agir para diminuir o volume de alunos por professor em suas redes. Mas a melhor parte deste relatório é que, segundo os especialistas, o quantitativo ideal de alunos por professor é 210. Será que vou sobreviver pra ver este dia chegar.
CLIQUE AQUI para ler o relatório na íntegra.
